O Automóvel Club de Portugal (ACP) vai propor em Março várias alterações nos conteúdos de ensino da condução automóvel em Portugal e nos exames. O presidente do ACP, Carlos Barbosa, disse que é necessário «adaptar os conteúdos do ensino à realidade» actual e tornar os exames práticos «mais rigorosos», por não concordar, por exemplo, que existam «cinco percursos» para exame, «que são determinados por decreto-lei».
Para o presidente do ACP, a sinistralidade rodoviária tem diminuído devido à «crise económica» que leva os portugueses a não viajarem tanto de automóvel, porque «o problema de os portugueses não saberem guiar persiste».
A sinistralidade rodoviária continua a ser um problema nacional, apesar da redução verificada nos últimos dois anos, já que, desde 2006, o número de mortos nas estradas não chega ao milhar.
«Independentemente de ter sido muito positivo o novo Código da Estrada, a verdade é que continua a haver acidentes completamente inexplicáveis», adiantou Carlos Barbosa.
O Governo já prometeu iniciar ainda este ano uma reforma mais profunda do Código da Estrada, que inclua a simplificação da aplicação das coimas e dos procedimentos com vista a cassação da carta da condução.
No entanto, na opinião do presidente do ACP, a aposta deveria ser feita mais na «prevenção» do que na «repressão», apesar de concordar que «a sinistralidade diminui» com o aumento da fiscalização.
Carlos Barbosa adiantou que o ACP está a elaborar um estudo para «mudar os conteúdos do ensino de condução e os exames», de forma a dotar os formandos dos conhecimentos necessários para conduzir, mesmo que tenham de fazer «80 lições» de condução antes de ir a exame.

