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Se conduzir... não fale ao telemóvel!

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Estudos efectuados mostram que telefonar e conduzir ao mesmo tempo exige do condutor um ‘esforço mental' que prejudica uma condução segura. Quer isto dizer que, o nosso cérebro não pode prestar a atenção necessária a duas tarefas diferentes realizadas simultaneamente. 

A diminuição da capacidade de vigilância do condutor e dispersão da atenção, uma vez que esta é direccionada para o interlocutor telefónico, é uma das muitas ‘contra-indicações' de falar ao telefone enquanto conduz.

 

Telefonar é uma actividade cognitiva que requer a atenção do condutor, que fica, em situação de condução, confrontado com uma dupla tarefa e quanto mais complexa for a situação de trânsito mais a comunicação telefónica interfere no bom desempenho do condutor.

  

Sabia que se falar ao telemóvel enquanto conduz:

  1. Aumenta 4 vezes a probabilidade de acidente? Esta probabilidade aumenta para 6 durante os 5 primeiros minutos de conversação. Os condutores que mais fazem uso do telemóvel enquanto conduzem têm uma taxa de mortalidade rodoviária dupla da dos utilizadores ocasionais. Este risco mantém-se ainda alguns minutos depois da ‘chamada' ter terminado.

  2. Aumenta, em cerca de 50 porcento, o tempo de reacção perante uma dada situação de trânsito, podendo incorrer em perigo e em situações de risco potencial?

  3. Torna-nos maus avaliadores do posicionamento do nosso veículo na via.

  4. Aumenta a dificuldade de descodificação dos sinais e da sua memorização, perdendo, assim, informação essencial para uma condução segura. Frequentemente a sinalização é mesmo ignorada.

  5. Faz-nos desrespeitar a regra de cedência de passagem nos cruzamentos e entroncamentos.

  6. Não mantemos a distância de segurança em relação ao veículo da frente e verifica-se incapacidade de ajustar esta distância quando o veículo da frente pára ou abranda, o que aumenta o risco de colisão.

  7. Temos dificuldade em retomar a fila por onde deve circular após uma ultrapassagem.

  8. Esquecemos a sinalização da manobra de mudança de direcção, não dando assim a conhecer aos restantes utentes da via a sua intenção de efectuar a manobra.

  9. Avaliamos mal a velocidade. A maior parte dos condutores julga que reduz a velocidade quando atende o telefone, quando na realidade a mantém inalterável. 

  10. O nosso campo visual fica reduzido. A conversa telefónica afecta as capacidades de exploração visual do condutor. Há modificações significativas da direcção do olhar durante e após a comunicação telefónica, em que é privilegiado o olhar a direito para a via, prejudicando a visão periférica e a informação visual recolhida através dos retrovisores. Tudo se passa como se a via se transformasse num ecrã onde se misturam ou alternam imagens reduzidas do ambiente rodoviário, da face do interlocutor e do objecto da conversa.

  11. Tendemos a não parar nas passagens de peões. Três em cada quatro condutores ao telefone não cumprem esta regra do Código da Estrada. Frequentemente os condutores nesta situação não se apercebem dos peões. 

  12. Aumenta o stress provocado pela situação de atendimento ou marcação de chamada telefónica, stress que pode ser acrescido pelo teor da conversa...

 

A todos estes efeitos acima mencionados, adicione a elevada intensidade do tráfego, más condições meteorológicas, complexidade das situações de trânsito e a atenção exigida durante a conversa telefónica. 

O uso de um ‘kit mãos livres', permitindo manter as 2 mãos no volante, reduz alguns riscos pela maneabilidade que possibilita, mas não resolve todos os problemas. O condutor deve ter sempre presente todos os factores de risco e evitar o telemóvel, seja qual for a sua forma de utilização, durante o acto de condução.

Os efeitos do acto de falar ao telemóvel enquanto conduz, podem ser comparados aos efeitos decorrentes de uma condução sob a influência do álcool. Por isso, se receber ou necessitar de fazer uma chamada telefónica, o condutor deve parar em local apropriado e só então utilizar o telemóvel.

A todos os perigos referidos, há que acrescer, ainda, o perigo de eventuais danos que os telemóveis podem causar no sistema eléctrico do veículo. Como nos aviões, um telemóvel pode causar falhas técnicas nos veículos que, hoje em dia, já possuem inúmeros elementos electrónicos.

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